Publicado em:sábado, 12 de janeiro de 2013
Postado por Unknown
Seleção sub-20 sai atrás, reage, mas perde no fim para o Uruguai
Após um primeiro tempo ruim, Brasil melhora com entradas de Rafinha e Marcos Júnior, mas vacila no fim do jogo e perde por 3 a 2
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| Uruguai festeja vitória suada (Foto: AP) |
Rafinha Alcântara, do Barcelona, fez sua estreia com a camisa da seleção brasileira e foi bem, ajudando na reação brasileira. Ele quase fez o gol da vitória, em um lance em que Marcos Junior perdeu um gol inacreditável na sequência. Com a derrota, Brasil, que empatou por 1 a 1 com o Equador na estreia, faz em 2013 sua pior campanha inicial em Sul-Americanos. É a primeira vez que a Seleção não conquista uma vitória nas duas primeiras partidas.
Com o resultado, a Seleção começa a se preocupar com a possibilidade de uma eliminação precoce na primeira fase, uma vez que soma apenas um ponto no Grupo B, que tem o Uruguai como líder, com quatro. Peru e Equador têm um ponto, mas estão com um jogo a menos. Ainda neste sábado, os equatorianos enfrentam a Venezuela, que faz sua estreia no torneio.
Após dois jogos em três dias, a Seleção terá açguns dias de descanso. O time do técnico Émerson Ávila volta a campo na quarta-feira, às 21h (de Brasília), quando enfrenta a Venezuela, no Bicentenário.
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| Matheus lamenta a derrota da seleção brasileira para o Uruguai (Foto: AFP) |
Brasil muda, mas repete má atuação
Para o jogo diante o Uruguai, o técnico Émerson Ávila fez mudanças. Trocou não só nomes, mas também o esquema. O volante Lucas Cândido, do Atlético-MG, e o meia Fred, do Inter, entraram nas vagas de Felipe Anderson e Marcos Júnior. Por sua vez, o esquema com três atacantes e apenas um jogador de marcação no meio-campo foi deixado de lado, e a Seleção adotou o tradicional 4-4-2, com dois cabeças de área, dois armadores, e Adryan e Ademílson na frente.
Nos minutos iniciais, o time até pareceu mais equilibrado e teve a chance de sair na frente logo aos cinco minutos. Ademílson recebeu na área, cortou o zagueiro, mas chutou fraco, nas mãos do goleiro Mathías Cubero. Para a infelicidade da Seleção, a reposição foi rápida, e o contra-ataque, fatal. Laxalt aproveitou o descuido da defesa brasileira e chutou cruzado para fazer 1 a 0 para a Celeste.
A desvantagem no placar deixou o time brasileiro nervoso. O visível nervosismo, aliado à forte marcação uruguaia, fez com que a garotada errasse muitos passes. Sem criatividade, os chutes de longa distância passaram a ser a melhor opção, e o Brasil até levou perigo em arremates de Mattheus e Ademílson. Porém, foi o Uruguai que chegou mais perto do segundo, duas vezes com Renato Cesar. Na primeira, o camisa 10 uruguaio cabeceou e obrigou Luiz Gustavo a se esticar todo e espalmar para escanteio. Na sequência, chutou cruzado rente à trave. A Celeste também levava perigo nos contra-ataques. Demonstrando impaciência com a equipe, o técnico Émerson Ávila gesticulou e gritou muito à beira do gramado durante os primeiros 45 minutos.
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| Misael tenta levar a melhor sobre Aguirre (Foto: AP) |
Brasil se recupera, mas Uruguai consegue vitória no fim
Na volta do intervalo, o treinador brasileiro fez mudanças e apostou em dois jogadores do Fluminense. Igor Julião e Marcos Júnior entraram, enquanto Wallace e Adryan deixaram a equipe. Não deu tempo, no entanto, para saber como a nova formação funcionaria. Assim como no primeiro tempo, o Brasil sofreu um gol nos minutos iniciais. Na primeira subida da Celesta ao ataque, Mansur derrubou Cesar na área. Pênalti, que Rolan bateu forte para ampliar: 2 a 0.
O gol fez Émerson Ávila promover outra mudança. O meia Rafinha Alcântara, do Barcelona, entrou no lugar de Misael e fez sua estreia com a camisa da seleção brasileira. Filho do tetracampeão Mazinho, ele era destaque da equipe sub-19 da Espanha, mas optou por defender o Brasil. Caindo pela esquerda, Rafinha entrou bem e buscou o jogo a todo momento.
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| Fred ganhou vaga de titular (Foto: AP) |
Em desvantagem no placar, o Brasil se lançou ao ataque e dominou todo o segundo tempo, apesar de as chances claras de gol serem escassas. Aos poucos, porém, o time foi se encontrando e, de tanto insistir, chegou ao empate em dois minutos. Aos 26, Fred levantou na área em cobrança de falta, e Dória subiu para diminuir de cabeça. No lance, os uruguaios reclamaram de falta do zagueiro do Botafogo sobre o goleiro da Celeste. No minuto seguinte, Marcos Júnior aproveitou cruzamento da esquerda e livre estufou a rede para empatar a partida. Tudo igual no Bicentenário.
Mesmo após o empate, a Seleção seguiu bem em campo e por pouco não buscou a virada. Aos 36, um lance que poderia ter mudado a história do jogo. Rafinha recebeu na intermediárea, cortou para o meio e carimbou a trave. No rebote, Marco Jr., sozinho, tocou com o pé esquerdo para fora, desperdiçando uma chance incrível. Mas o destino acabou sendo crueu com os brasileiros.
Aos 45 minutos, o Brasil perdeu a bola no setor ofensivo e, em um rápido contra-ataque, Laxalt acionou López, que acabara de entrar. De frente para o goleiro, o jogador do Roma garantiu a vitória celeste.
| Luiz Gustavo, Wallace (Igor Julião), Luan, Dória e Mansur; Misael (Rafinha), Mattheus e Lucas Cândido, Adryan (Marcos Júnior), Fred e Ademílson | Mathías Cubero; Guilermo Varela, Emiliano Velázquez, Gastón Silva, Gianni Rodríguez; Jim Varela, Sebastián Cristóforo, Diego Laxalt, Renato Cesar (Betancourt); Rodrigo Aguirre (Nicolás López) e Diego Rolán (Leonardo Paez) |
| Técnico: Emerson Ávila | Técnico: Juan Verzeri |
| Gols: Laxalt, aos cinco minutos do 1º tempo; Rolán, aos dois da 2º tempo; Fred, aos 25 minutos do 2º tempo; Marcos Júnior, aos 26 do 2º tempo; López, aos 45 do 2º tempo Cartões amarelos: Wallace e Ademilson (Brasil); Aguirre e Varela (Uruguai) | |
| Árbitro: Árbitro: Patricio Loustau (ARG) Auxiliares: Diego Bonfa (ARG) e Carlos Astroza (CHI) | |
| Local: Estádio Bicentenário, em San Juan (Argentina) | |












